domingo, 26 de outubro de 2008

Se eu cozinho eu não lavo.

Aquele cheiro invadindo as narinas, bom, muito bom mesmo... Na geladeira praticamente não tinha nada, só coisas pelos cantos.

Meio sem vontade de fazer nada, apenas pelo sentido do coletividade, e pela obrigação de ser um pouco prestativo e de sobretudo ajudar, venço a preguiça vou até a cozinha e pergunto:

- Quer uma ajudinha aí? Precisa que eu lave algo?

E aí vinha a resposta, a melhor que já ouvi...

- Puxa uma cadeira, e pega o violão e toca umas musiquinhas! Cada qual faz o que sabe...

E assim eu ficava, feliz, tocando minhas músicas, pra quem quisesse ouvir.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

off line


Estou começando a não ligar, e daqui a pouco, desligo de vez.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Silenzio... no hay banda

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O Vinil do mês !



Resolvi colocar aqui neste blog, um novo serviço... Todo mês vou eleger um dos meus vinis como dica de música diferente.

Esse daí eu comprei ontem e como já conheço de longa data, vou indicando logo, o primeirão com aquela sonoridade linda que só os tubos de Pvc Uaktianos fazem...

Som lindíssimo produzido por este grupo liderado por um baiano formado aqui pela UFBA , influenciados por Smetak,que criam seus próprios instrumentos e tiram o som.

A título de curiosidade Uakti se origina de uma lenda dos índios Tukano. Era um ser mitológico que vivia às margens do Rio Negro. Seu corpo era repleto de furos que ao serem atravessados pelo vento emitiam sons que encantavam as mulheres da tribo. Os homens perseguiram Uakti e o mataram. No local onde seus restos foram enterrados nasceram palmeiras que os índios usaram para fazer flautas de som encantador como os produzidos pelo corpo de Uakti.

Recentemente estiveram aqui no TCA, onde rolou até música de Elomar. O mais impressionante foi que em determinado momento eles tocaram um negocio lá, parecia uma lâmina de metal contra uma haste giratória (?) , que fez o som mais lindo que já ouvi na vida...

Taí umas da sonoridades mais lindas que ouço, pra começar o vinil do mês !!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Acontece

Apesar de muita gente que eu conheço achar bem chato, eu gosto do texto "O processo" de Kafka. Recente, nem tanto, assisti o texto num formato teatral. E vez ou outra me pego pensando, sobre os processos...

Acho que sempre que gente abre um processo, deve saber que ele vai até o fim. Certa feira, eu abri um processo internamente e deixei a cargo do sistema levá-lo adiante até o indubitável fim. No meio destes, mudei de ideia, não mudei totalmente, mas tentei ignorá-lo em virtude de outros acontecimentos.

Acontece que o processo acontece. Esse verbo aí mesmo, aquele que não precisa de antes nem depois, o acontece de Cartola. Esse acontece, na realidade, é um processo que se abre, e que uma vez aberto, o sistema se encarrega do restante.

O processo não vai parar e vai te envolver. Internamente, tudo se passa como no Josef de Kafka.

O único jeito de desviar atenção de um processo, internamente, me parece ser, abrindo outro. Pegue sua ficha e preencha, sem fila, escolha uma, pode ser aquela de desligamento, ou aquela de demissão, ou aquela de reconciliação, ou qualquer coisa que se queira por dentro.

Basta uma motivação interna, tecle start e deixe a cargo do seu sistema... Há, vale lembrar que quanto mais processos abertos, maior a possibilidade do fim de um embolar com o outro.

O protocolo é esse, e quando tornar um fato, não se deve ser cínico e dizer que aconteceu, pq no fundo, nós mesmos que abrimos, com nossos motivos, nossos processos. E como diria o Cartola, isso não acontece.

:)

domingo, 5 de outubro de 2008

Genética forte III

Atravessamos a rua com dificuldade, com cuidado, desviando de gente querendo correr, gente se batendo, até que finalmente, a seção 104, vazia...

- Vai lá, tô aqui esperando...

Enquanto isso, passa uma pergunta pela minha cabeça; Que desejo é esse de votar e contribuir com a cidadania foi esse? Só deve ser uma boa desculpa pra ver gente, fazer um pouco de festa, dar uma caminhada quase livre, exceto pelo apoio.

Penso em uma piadinha pra animar : "Quem diria, hein seu moço, pai e filho indo pra Zona, se minha mãe sabe que o senhor tá me levando pra esses lugares", obviamente que desisto da piadinha sem graça.

Até porque, na volta, ele já chega dizendo "já fiz minha parte, anulei a porra toda... Na minha idade, cheguei a conclusão que não existe voto inteligente"

Quem estivesse atento, veria um leve sorriso, carregado de carga genética, idêntico, quase que não subindo pelo rosto de ambos.

Impressão

Era negra, astuta, independente e linda.

No inicio, todos ouviram falar dela, do seu corpo. Como suas formas preenchiam as cabeças dos homens e das mulheres também. Por onde passava deixava seu leve sabor de maracujá, e suas mãos fortes deixavam marcas que depois transformavam-se em carícias. Ela era assim...

Não tinha auto afirmação e nem feminismos exacerbados, continha em si tudo que era possível de ser palpável, ela simplesmente imperava sem impor. E eu obedecia, sorrindo...

Era cada vez mais penetrante, ouvida, assistida, era de se ler e de ficar e de fixar na memória durante séculos. Sua capacidade de resignificar-se aos seus amados e amores era infinita.

E quanto mais eu me aproximava, desvendava seus desdobramentos, seu sorriso estancava uma dor, angustiante por saber que estava prestes a descobrir sua essência e tudo aquilo que refletia sua belíssima escuridão.

Pois que era feita de palavras. E tal qual a paixão, não passava de um poema.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Aquele que rima três vezes.

Sinto que Devo fazer um esforço de esquecer os anos ruins e recentes e tentar lembrar dos dias que foram bons, ainda que já faça tempo. Aqui vai uma homenagem a Dolly, que produziu um desses dias, até hoje falado pelo sabor de seu sururu, meu melhor presente...


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