quinta-feira, 12 de março de 2009

Wake up this morning...

Pelo que vejo do mundo musical, a formula atual é fazer musica com uns 30 ou 40 anos de atraso e dizer que é novo.

As músicas são piores do que aquelas da época, mas esse tal público não ouviu aquelas mesmo... Quando não são sambas sem suingue, parecem Vanderléia ou Roberto Carlos, mesmo que cantado em outro idioma.

Desse jeito, daqui a 50 anos estaremos re-visitando o arrocha como algo cult... Eu aviso logo, tô fora!!! Se for pra fazer arrocha, prefiro Nara Costa do que qualquer coisa Alternativa.

Mas eu entendo algumas coisas. Na realidade, nada tem a ver com música de fato, e sim com o status de quem ouve (1).

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Como explicar o ódio ao pagode baiano?

Musicalmente, tem mais acordes do que um Blues ( que classicamente só tem 3, e o pagode tem 4 !) Tem tanta letra quanto um Blues tb, afinal, "woke up this morning..." é mais clichê do que "desce mainha".

Tem tanto suingue como qualquer salsa cubana e tanta pornografia como vários estilos, incluindo o rock...

E pq o blues é tão estilizado? A Salsa e o Rock são tão valorizados? Pq hendrix copulando com sua fender é tão legal?

A minha conclusão é clara. Se detesta pagode pq é coisa de pobre.

Novamente, não tem nada de musical aí (2). E até que vire uma coisa cult (prazo de 20 anos) será assim.

Quanto a minha opinião pessoal, lá vai.

Se eliminassemos 75% das bandas, tanto de Pagode como de Blues, o que sobraria seria altamente bom e criativo. Eu é que não preciso de tanta gente dizendo a mesma coisa e da mesma forma.

E digo mais, tenho nada contra o estilo-pagode, mas este é muito do mal feito por um monte de gente que não está afim de colocar a alma na coisa.

E atualmente, eu gosto de qualquer coisa que tenha alma. Se for inovador então, aí já tem minha consideração, mesmo que seja ruim. O que a música atual carece de fato, é de alma e ousadia.

Fora isso, nada a declarar.

10 comentários:

Dolly disse...

Mas foi isso o que Caetano Veloso disse sobre o pagode e foi execrado.

Mariana disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
Tati Capeletti disse...

Por isso eu defendo o funk. É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado!
Por outro lado tenho um ouvido refinado que nada tem a ver com berço de ouro ou busca de estilo. Eu prefiro mesmo ouvir jazz e bossa nova do que ouvir pagode e não vou me sentir culpada por isso.
Concluo que tenho alma de burguesa, mas se tocar o pancadão eu quebro tudo painho.
Beijos!!!

Z, disse...

O pagode, por si só, contem mais novidades que qualquer uma dessas bandas, como a Orquestra Imperial, Brasov, Movéis coloniais, etc e tal, que são repetições desprovidas de qualquer inovação...

Pq o pagode não é uma mera repetição de nada, é uma construção com outros elementos. É de fato, uma re-invenção do Samba de Roda. Um estilo próprio e inovador sim.

Quanto a alma, aí realmente é mais difícil, ate pelo que eu já disse e repito, só acho que deveria ser mais bem feito, assim como o funk. Isso pros MEUS ouvidos.

Quanto ao meu ipod, acho que já ouço demais pela rua. Aliás, tudo que eu falo é depois de ouvir muito.

A mais criativa, se queres mesmo saber, é o psirico.

Dolly disse...

Eu indico o Parangolé.
Tenho até CD!

Mariana disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
Z, disse...

Do funk, realmente não posso falar.

Do pagode, não vou, não tenho cd e já ouço demais... Não é a minha, prefiro o forró. Show do Psirico, só vi dois.

Mas não entendo bem pq vc tem necessidade de perguntar isso... Eu tenho que ser um pagodeiro pra falar bem é?

Como já disse duas vezes, em geral, acho mal feito, repetitivo e já não tenho tanto saco. Vez ou outra, quando vejo o psico na tv, me impressiono com a qualidade e sofisticação da coisa.

Tati Capeletti disse...

outro dia ouvi que o bonde do rolê são os novos mutantes, mas achei exagerado... vou ouvir psirico! beijos!

Tati Capeletti disse...

E o marido da piriguete é quem?
Putão!
Sou eu, putão!
ahahahaah

Tati Capeletti disse...

eu confesso que tenho no meu ipobre rafael rabello e tati quebra-barraco.