Acho que a moda agora é não se envolver, e que estamos desenvolvendo um egoísmo consciente e justificado, além de bem aceito pela psicologia moderna (no sentido estrito da palavra moderna).
Numa suposta defesa do tal individualismo e busca de satisfação. Um individualismo com o outro,que também está surfando na mesma onda. Um estágio perene de questionamento e anti-espontaneidade.
Vejo um movimento para que tudo que venha a ser cedido ou requisitado, esteja combinado interiormente com o próprio eu, de acordo com um livro de princípios, que de fato, eu não sei de onde surgiu. Sei que fica cada vez mais difícil ouvir falar daquele casal, ou daqueles amigos, em que os dois parecem uma unidade.
Casais e amizades, desta forma, me parecem um meio de fazer um tipo, de atender uma certa norma. E, no caso dos casais, uma forma de transar sem correr tantos riscos.
Acho que, inclusive, esse transar vem se modificando, nessa busca do prazer incessante, esquece-se que o ato se faz a dois, e que (pra mim) simboliza a maior unidade possível entre duas pessoas.
Vale lembrar que os homens sempre fizeram isto... E pelo que leio e escuto (considere que vivi 4 anos cercado de mulheres), agora são os dois.
E sobre a busca da satisfação (e da tal felicidade), para aqueles que vivem dizendo que é uma escolha, basta escolher, e então, não deveria dar tanto trabalho sentir-se satisfeito.
Para quem, assim como eu, acredita que somente é um estado, e que depende de muitas coisas, na qual o próprio indivíduo é apenas um fator, e nem sempre o mais importante, só nos resta surfar quando a onda vem.
É isso, escrevo aqui de cabeça, sem base científica nenhuma. é tudo intuição, baseado num poema que eu mesmo escrevi e retroalimentei.
Pílulas: Alan Lobo
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Conheci Alan Lobo na Faculdade de Comunicação da UFBA, nos melhores ins’anos
faconianos que se tem ideia naquele recinto. Lá, no mesmo dia, me formei
jorn...
1 dia atrás

6 comentários:
Não vou discutir muito seu texto porque acho que já conversamos bastante sobre isso. Mas o resumo é que hoje em dia as pessoas investem no individualismo talvez tentando demarcar o que elas são. São tantos caminhos, tanta informação que as pessoas seguem perdidas. E nesse mundo multi-tudo, experimentam o vazio, já que a felicidade e satisfação não estão no entretenimento, nem no companheiro tapa buraco para a solidão, nem no sexo seguro. Eu sempre pensei com os meus botões: se uma pessoa não consegue ser feliz consigo mesma, como vai ser com alguém?
É isso aí Dolly, tens razão!!!
E man, sei lá... Acabei de ler Schopenhauer e acho que isso cabe aqui:
"...a busca do passado seja sempre inútil, e a preocupação com o futuro o seja com frequencia, de modo que somente o presente constitui o cenário da nossa felicidade, mesmo se a qualquer momento se vier a transformar-se em passado e, então, tornar-se tão indiferente como se nunca tivesse existido. Onde fica, portanto, o espaço para a nossa felicidade?"
Não sei se entendi bem o texto, mas sobre as metades das laranjas e o individualismo, acho que é preciso ser inteiro e não metade. Acredito cada vez mais que no amor e na amizade a gente compartilha o que tem e não busca complemento no outro, pq isto não é generosidade (detesto esta palavra), mas dependência.
Enfim, não acho que a frieza atual venha do individualismo... as pessoas precisam aprender a ser individualistas e a perder o preconceito com esta palavra!
Pronto, falei!
:)
Pra completar, na minha opinião o individualismo é um progresso, um sinal de que estamos em constante evolução!
Só depois de sermos bastante individualistas para nos amarmos muito é que vamos conseguir amar alguém de verdade, sem carências, exigências, dramas, chantagens emocionais e regras sociais estúpidas.
Este foi mais um capítulo do livro de auto-ajuda de Miss Lexotan, a verme solitária individualista que não acredita na máscara de generosidade dos egoístas e manipuladores de plantão!
SEJAMOS TODOS LIVRES!
Uhuuuuuuuuuuuu!! Todo mundo nu !
Sem mão no bolso!
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