terça-feira, 30 de junho de 2009

Se eu cozinho eu não lavo.

Sempre invejei aquelas pessoas que cozinham, principalmente a cozinha de todo dia, que se faz quase automaticamente, como se fosse fácil. Tenho minha mãe como um ótimo exemplo de rapidez e precisão. Ela sabia como fazer para que tudo ficasse pronto ao mesmo tempo, e sempre com um sabor característico.

Então, como sou iniciante, tenho em Dona Benta, em Dolly, meus tios e nos blogs, os meus guias. Sobre os blogs, descobri alguns que dizem tudo para iniciantes, mas tudo mesmo, até como fazer arroz e feijão!

http://iniciantenacozinha.com/

http://socorronacozinha.wordpress.com/category/para-sobreviver/

Começo por aí, mas um dia, chegarei lá !!

Obs. Pra quem já passou dessa fase, vale lembrar que Dolly colabora em um Blog ...

Entre no Cozinho (Opa!!! lá ele !!!) - http://cozinho.blogspot.com/

domingo, 28 de junho de 2009

Questionando (II).

O mais impressionante é que acredito no amor de forma quase infantil.

Claro que é uma ingenuidade absurda, já que existem avisos em todos os lugares do mundo, em todas as paredes e canções, como que fantasmas que predizem e quase que predeterminam o futuro de todo e qualquer casal no mundo.

- Cuidado, vc vai se dar mal! - hiiiiii , esse vai se fuder direitinho! - Olha a casca de banana!!!

As vezes acho que é devido ao espetáculo da dor. Porque vigora e chama atenção, a o sofrimento. Porque, a felicidade e harmonia, só funcionam depois da tragédia. E quem se dá mal, tem uma necessidade de mostrar pro mundo, até artisticamente falando.

Casais enquanto felizes se consumem e não ligam pro mundo um segundo sequer. Se Romeu e Julieta vivessem uma vida de amor e consumação, não ligariam pra arte, pro mundo e nem sequer para nosso querido Willian.

Eu me questiono seriamente sobre estas previsões trágicas que recaem sobre os apaixonados e ingênuos. Sou questionador ao ponto de me perguntar pq duas pessoas não podem ser felizes por uma vida. Eu não aceito nenhum desses chavões sobre relacionamentos, por mais claro e certificados e vivenciados que sejam.

Acredito mesmo é na subjetividade de cada casal, e no caos. Entre as infinitas possibilidade, é claro que existe relacionar-se bem, de forma satisfatória, com alguém que se ama, sem tragédias mil e com uma profundidade oceânica.

Dizem por aí que sou subversivo, posso ser um subversivo as avessas, porque neste mundo de descrença e desilusão não existe nada mais subversivo que acreditar no amor de um casal.

sábado, 27 de junho de 2009

Questionando.

" Para ser feliz no casal, é necessário e imprescindível ser feliz sozinho, somente assim, estaremos preparado para o outro "

Será mesmo ??? Sinceramente, considerando a infinidade de pessoas no mundo, e suas diferenças, não me espanto se existem pessoas que só serão felizes com alguém.

"Ele tem 40 anos e vive com os pais, nunca vai se relacionar bem com alguém "

E daí?? Será mesmo??? Tem gente que é mais feliz assim, do que muito homem moderno que eu conheço. Fico cansado deste povo que tem dizer o que é melhor para os outros.

"Ele é tão subseviente a ela..."

Qual problema da subserviência no amor? O há de errado em servir? E quando a subserviência é mútua? E se trouxer paz e felicidade ?

Atualmente, acredito na subjetividade dos casais, e nas infinitas possibilidades de combinações entre mundos e em nada mais.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O primeiro Butequinho

Passei ontem pelo butequin pela quarta vez, vi lá escrito "Dobradinha - 8 reais". Quase parei. Mas como tinha horário, tive de passar direto.

Hoje, olhei para aquele saco de arroz no armário, e pensei internamente em juntá-lo com a carne e com a salada e com um molho qualquer... Mas algo, inexplicavel e imprevisto aconteceu! Comecei a ouvir uma voz dizendo - Vá no botequinho, vá no botequinho...

Saí de casa, segui pela rua, com o chamado intermitente - Zanomia... Zanomia... Cheguei lá e vi - Mocotó com feijão branco - Pensei logo - Hummmm, deve ser o resto daquele de feijão branco da dobradinha de ontem, que hoje está mais gostoso ainda!

Pedi um mocotó, que veio deliciosamente acompanhado de arroz, e uma dose de Alcatrão, limão e mel - mistura de aspecto como um óleo de motor, mas de sabor inebriante.

Logo que veio aquele mocotó, sem pirão, pensei em pedir a farinha. Me auto censurei, pensando que este era um costume muito nordestino para o local. Até que chegou uns rapazes de alguma obra - Que pode ser, inclusive, a que acontece aqui do prédio mesmo.

- Ô, Zé, passa a farinha aí homi!!!

Opá, meu Salvador!!! Alguem pediu a farinha e eu aproveitei a deixa. Com um pouco de farinha , aquele mocotozão ficou mais que perfeito! O conhaque veio na medida, que apesar de simples, é difícil de ser encontrada.

Percebi que lá é um lugar dos trabalhadores, e dos vizinhos apressados, que nem entram no boteco - Sai um mocotó e um frango viajante aí !

Na saída, paguei 9 reais. Ainda dei uma olhadinha na cozinha, pra ver ser o dono tinha algum parentesco com o Joe, mas tava tudo extremamente limpo. De relance, ainda consegui ler umas letrinhas na saída:

- Amanhã, temos a clássica feijoada!

Holístico

Em qualquer área, mas principalmente na científica, específicamente em Humanas/Saúde/Sociais, quando alguém resolve escrever sobre teorias ou modelos holísticos, tenha medo.

Eu sei pq gosto destas teorias, e é claro que tem muita gente séria neste meio!

Mas a possibilidade de enrolation e de não se dizer nada em textos de longas páginas é grande. Aquele papo de ver o todo sem esquecer as partes, de considerar tudo que está a volta, os ânimos, climas, sons, cores, etc, etc !

O pior é que é tudo verdade, mas se for tirar o sumo...

domingo, 21 de junho de 2009

Coca


Ao andar pela Bolivia, achei estranho que os campesinos todos tinham seus rostos deformados, quase todos os homens com uma bochecha bem maior que a outra.

Depois de um tempo, vim entender, era a coca. O pessoal todo masca a tal da coquinha. Mascar é um vício de linguagem. na realidade, deve-se formar um bolinho de coca na bochecha e deixar lá até amortecer e anestesiar todo um lado.

Eu mesmo, mascava direto. E só fez efeito depois que me apresentaram ao bicarbonato de sódio, que os mascadores utilizam para solidificar e produzir mais saliva. Aí que a coisa melhora !!! Vejam só a deformação do rosto !



A coca é uma planta poderosa, conforme podem ver, inclusive, pela Coca-cola, que tem sua historia, e sua base na folhinha.

Reza a lenda, em um poema belíssimo, que a coca trará vigor e sabedoria aos índios, e apenas desgraça aos brancos.Os indios a usavam com sabedoria, de diferentes formas, inclusive em rituais xamanicos.

Estudiosos defendem que a única forma de acabar com a Coca, em sua forma destruidora, a cocaína, é voltar ao consumo original, e voltar ao respeito a folhinha.



Eu gostava muito, e sempre andava bochechudo, quando na Bolívia. Me dava um ânimo, regulava meu estômago e aguçava meus sentidos. Muito gente masca e diz não sentir nada. Sempre me pergunto se estes fizeram aquela bolota mesmo, até não sentir mais um lado do rosto.

Bem, tomei banho com sabonete de coca, chupei balinhas, comi bolinhos, masquei a folha, tomei o chá da foto em cima, fiz infusão com cachaça, bebi o licor... Só faltava mesmo cheirar,e pra não me faltar essa experiência, dei um tequinho nessa carreira que mostro na foto abaixo!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Recuerdos de la guitarra !

Entonses... Como sabem, sou a guitarra de Zanomia. Me chamo Maria Juanita, nao confundir com marijuanazinha, por favor!!!

Estou apaixonada.

Conheci um senhor, quando estava na Argentina, penso nele todas as noites em fervor. O modo como tinha botoes sensuais dos dois lados, e como se encolhia e extendia na mao de seu dono, com tanta classe e sensualidade...

Quando comecei a a cantarolar meu libertango, e fui acompanhada com ele como ninguem jamais foi na vida.

ahhhhhhhhhhhh...

Falei pro meu dono - Leve ele pra casa !!! Mas compreendo sua situacao financeira ( de atual desempregado ! )

Ah... Bandoneon querido, nos veremos novamente! E na próxima, tocaremos " Adios Nonino " juntos.

Amo-te!

Maria Juanita.