Foto da Orange Poem no coreto!

Mirdad é sobretudo, um fazedor. E com talento. Ele se mostra como um "agregador de potencialidades", mas sua potencialidade própria é revelada nas palavras e melodias.
Seus contos, vistos apenas em fragmentos a partir do blog - , já nos dão a prévia de sua linguagem pessoal, e sua escrita marcada por revelar toda a crueza e incoerência que vemos por aí, todos os dias, em nossa volta.
Mas como eu disse, o cara é um fazedor. Produz discos de grandes nomes, filma shows, revela talentos, monta exposições. Mirdar aparece onde vc menos espera, o que se espera, ele cumpre, que é sempre um trabalho de qualidade.
Para escutar Mirdad, basta baixar os dois cds no canto direito do
Blog dele ( da Orange Poem, em que toco guitarra), ou o seu cd como compositor instrumental, ou seu trabalho com a Pedra Dura. Para ler seus poemas, ou sua prosa, vá no
Blog. No futuro, quem sabe, ler o Abrupta Sede, um dos seus livros já escritos e quase publicados.
Eu não poderia deixar de falar aqui também, sobre as maravilhosas entrevistas que tem pintado lá no
Blog, com Mou Brasil, Roberto Mendes e com muitos outros...
Pois que fiquem com os poemas e escritos do rapaz.
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O Caminho Regresso
Emmanuel Mirdad
Enfrentar as labaredas???
Ou atirar-se nas águas???
Não ter que decidir faz toda a diferença
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Botox, conto #01 do Abrupta Sede
Uma empresária poderosa e as estratégias sutis da sobrevivência.
“(...) Enfim. Não pode recorrer a nenhum desses urubus, mesmo atacada por um desesperado estado de carência. Seria a queda, a falência ideológica e financeira, expor a sua decadência dessa maneira. O mito é inabalável, sempre esbelto, saudável e exemplar. Mesmo enferma, não é permitido descer do salto ou perder a pose. E o que é pior, perder dinheiro ou poder? Ambos (...)”.
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Samuel & Beatriz, conto #17 do Abrupta Sede
Um homem escasso e sua mulher insatisfeita.
"(...) Portanto, quando ela pedir para levar paumada, BATA! [aurélio s.: paumada é o movimento sexual em que o pênis atinge a face ou qualquer outra parte vulnerável da fêmea, geralmente empregado com força e intenção de castigo ou repreensão] Mas seja modesto, destoe, limite-se a cuidar de sua vida e cuspir no prato em que comeu. Você [no caso, quem nasceu com pênis] deve estar no comando, mas ao comando dela (...) ”.